Captura, A KENZABURO OE
Publicado em 1958, narra a história de um soldado negro que sofre um acidente de avião num vilarejo encravado nas montanhas do Japão, durante a Segunda Guerra Mundial.O Nobel de Literatura de 1994 retrata do povoado onde ele é mantido em cativeiro e torna-se o centro das atenções.
sábado, junho 24, 2006
domingo, junho 18, 2006
mais uma fábula do oriente
Narayama Bushiko
Sholei Imamura trabalhou com os mestres Ozu e Kurosawa - dos quais herdou a paciência artesanal e a perfeição da fotografia e dos enquadramentos - e dirigiu quinze filmes antes de realizar A Balada de Narayama (Narayama Bushiko), premiado com a Palma de Ouro de Cannes em 1983.
Quando foi exibido no Brasil, em 1984, o filme atraiu menos público do que merecia e foi visto pela crítica como um semidocumentário sobre camponeses do Japão no século 19 - uma espécie de versão nipônica de A Árvore dos Tamancos, do italiano Ermanno Olmi. Nada mais falso. O olhar lançado por Imamura sobre seus rústicos personagens nada tem da condescendência cristã com que Olmi mostra seus camponeses, sempre puros e intrinsecamente bons. Ao contrário: para preservar suas tradições e sua lei social, a comunidade pintada pelo cineasta japonês é capaz de violências assustadoras, não heistando, por exemplo, em enterrar viva uma família inteira por furtado comida. Outro erro generalizado foi ver no filme de Imamura o limitado propósito sociológico de examinar uma determinada cultura. A Balada de Narayama vai muito além: por trás da aparente crônica do cotidiano de uma aldeia está uma reflexão poética e filosófica sobre o destino do homem e as obsessões que o atormentam: o sexo, o envelhecimento, a morte.
Mostrada com sensibilidade mas sem ênfase melodramática e quase sem música, a longa peregrinação do filho que carrega sua mãe nas costas até Narayama (local sagrado onde os velhos são deixados para morrer sozinhos) é um dos momentos mais contundentes do cinema desta década. É como se a natureza - que faz durante todo o filme um contraponto à vida social - absorvesse os dois personagens, integrando-os à montanha, aos bichos e à neve. O efeito talvez não fosse tão forte sem o excepcional desempenho dos atores Ken Ogata (que depois seria o Mishima de Paul Schrader) e Sumiko Sakamoto, que chegou a extrair os dentes frontais para poder caracterizar a velha.
Amargurado com a ocidentalização do Japão, que trouxe consigo a ênfase na efici~encia e na racionalidade, Imamura se define como um artista em busca das suas próprias origens. A Balada de Narayama testemunha essa procura.
J.G.C.
Sholei Imamura trabalhou com os mestres Ozu e Kurosawa - dos quais herdou a paciência artesanal e a perfeição da fotografia e dos enquadramentos - e dirigiu quinze filmes antes de realizar A Balada de Narayama (Narayama Bushiko), premiado com a Palma de Ouro de Cannes em 1983.
Quando foi exibido no Brasil, em 1984, o filme atraiu menos público do que merecia e foi visto pela crítica como um semidocumentário sobre camponeses do Japão no século 19 - uma espécie de versão nipônica de A Árvore dos Tamancos, do italiano Ermanno Olmi. Nada mais falso. O olhar lançado por Imamura sobre seus rústicos personagens nada tem da condescendência cristã com que Olmi mostra seus camponeses, sempre puros e intrinsecamente bons. Ao contrário: para preservar suas tradições e sua lei social, a comunidade pintada pelo cineasta japonês é capaz de violências assustadoras, não heistando, por exemplo, em enterrar viva uma família inteira por furtado comida. Outro erro generalizado foi ver no filme de Imamura o limitado propósito sociológico de examinar uma determinada cultura. A Balada de Narayama vai muito além: por trás da aparente crônica do cotidiano de uma aldeia está uma reflexão poética e filosófica sobre o destino do homem e as obsessões que o atormentam: o sexo, o envelhecimento, a morte.
Mostrada com sensibilidade mas sem ênfase melodramática e quase sem música, a longa peregrinação do filho que carrega sua mãe nas costas até Narayama (local sagrado onde os velhos são deixados para morrer sozinhos) é um dos momentos mais contundentes do cinema desta década. É como se a natureza - que faz durante todo o filme um contraponto à vida social - absorvesse os dois personagens, integrando-os à montanha, aos bichos e à neve. O efeito talvez não fosse tão forte sem o excepcional desempenho dos atores Ken Ogata (que depois seria o Mishima de Paul Schrader) e Sumiko Sakamoto, que chegou a extrair os dentes frontais para poder caracterizar a velha.
Amargurado com a ocidentalização do Japão, que trouxe consigo a ênfase na efici~encia e na racionalidade, Imamura se define como um artista em busca das suas próprias origens. A Balada de Narayama testemunha essa procura.
J.G.C.
sábado, junho 17, 2006
Consagração de um Gênio
Jorge Borges recebe homenagem em Alexandria
A memória do escritor e poeta argentino Jorge Luis Borges foi homenageada nesta quarta-feira 20 anos após sua morte em uma mostra que reúne, nas galerias da eterna e nova Biblioteca de Alexandria, manuscritos, fotografias e palavras de quem conheceu o mestre e sua obra.
A embaixada da Argentina, a Associação Borgesiana de Buenos Aires e a Biblioteca de Alexandria promoveram a homenagem na cidade mediterrânea banhada por séculos de literatura de todas as culturas, por conta do 20º aniversário de morte de um dos maiores nomes da literatura universal no século 20.
"A biblioteca que contém todas as bibliotecas e Borges, o leitor por excelência, se unem hoje em uma noite mágica, no que quase parece um milagre', afirmou Alejandro Vaccaro, diretor da Associação Borgesiana de Buenos Aires, durante uma conferência hoje em Alexandria em homenagem ao escritor argentino.
Na conferência, da qual também participaram Alejandro Roemmers, poeta e presidente honorário da Associação Americana de Poesia; e Roberto Alifano, ex-secretário de Borges, falaram do Borges poeta, do Borges humano e principalmente do Borges leitor, 'o leitor mais importante de toda a literatura", de acordo com a opinião dos conferencistas.
Roemmers, em uma breve exposição sobre a temática do autor argentino, lembrou que o poeta e contista atravessou por um primeiro momento de juventude mais próximo ao experimentalismo, outro orientado a figuras históricas e temas mitológicos e um terceiro caracterizado por "uma busca metafísica do tempo e da incapacidade do homem de saber seu destino".
Alifano, por sua vez, mostrou o lado mais humano deste amante da leitura nascido em 1899 e que se viu obrigado a abandonar sua grande paixão --ler-- em 1965, devido a problemas de visão que acabariam causando sua cegueira.
Após a conferência, o embaixador da Argentina no Egito, Osvaldo S. Pascual, e o subdiretor da Biblioteca de Alexandria, Taher A. Khalifa, inauguraram a exposição "Jorge Luis Borges, Epígrafes, Imagens e Manuscritos", que permanecerá em cartaz até o dia 5 de julho.
Na exposição, os visitantes poderão conferir manuscritos inéditos do poeta, fotografias de sua juventude, caricaturas do contista e uma atração especial que o diretor da Associação Borgesiana de Buenos Aires definiu como 'a biblioteca virtual'.
O embaixador da Argentina no Cairo acrescentou que foi a primeira vez que os objetos saíram do país. Buenos Aires também celebra a data com vários eventos em homenagem a seu maior escritor.
Khalifa disse que a exposição e as conferências são 'palavras de um diálogo entre culturas', uma maneira de aproximar um pouco mais os mundos árabe e latino-americano.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u61411.shtml
A memória do escritor e poeta argentino Jorge Luis Borges foi homenageada nesta quarta-feira 20 anos após sua morte em uma mostra que reúne, nas galerias da eterna e nova Biblioteca de Alexandria, manuscritos, fotografias e palavras de quem conheceu o mestre e sua obra.
A embaixada da Argentina, a Associação Borgesiana de Buenos Aires e a Biblioteca de Alexandria promoveram a homenagem na cidade mediterrânea banhada por séculos de literatura de todas as culturas, por conta do 20º aniversário de morte de um dos maiores nomes da literatura universal no século 20.
"A biblioteca que contém todas as bibliotecas e Borges, o leitor por excelência, se unem hoje em uma noite mágica, no que quase parece um milagre', afirmou Alejandro Vaccaro, diretor da Associação Borgesiana de Buenos Aires, durante uma conferência hoje em Alexandria em homenagem ao escritor argentino.
Na conferência, da qual também participaram Alejandro Roemmers, poeta e presidente honorário da Associação Americana de Poesia; e Roberto Alifano, ex-secretário de Borges, falaram do Borges poeta, do Borges humano e principalmente do Borges leitor, 'o leitor mais importante de toda a literatura", de acordo com a opinião dos conferencistas.
Roemmers, em uma breve exposição sobre a temática do autor argentino, lembrou que o poeta e contista atravessou por um primeiro momento de juventude mais próximo ao experimentalismo, outro orientado a figuras históricas e temas mitológicos e um terceiro caracterizado por "uma busca metafísica do tempo e da incapacidade do homem de saber seu destino".
Alifano, por sua vez, mostrou o lado mais humano deste amante da leitura nascido em 1899 e que se viu obrigado a abandonar sua grande paixão --ler-- em 1965, devido a problemas de visão que acabariam causando sua cegueira.
Após a conferência, o embaixador da Argentina no Egito, Osvaldo S. Pascual, e o subdiretor da Biblioteca de Alexandria, Taher A. Khalifa, inauguraram a exposição "Jorge Luis Borges, Epígrafes, Imagens e Manuscritos", que permanecerá em cartaz até o dia 5 de julho.
Na exposição, os visitantes poderão conferir manuscritos inéditos do poeta, fotografias de sua juventude, caricaturas do contista e uma atração especial que o diretor da Associação Borgesiana de Buenos Aires definiu como 'a biblioteca virtual'.
O embaixador da Argentina no Cairo acrescentou que foi a primeira vez que os objetos saíram do país. Buenos Aires também celebra a data com vários eventos em homenagem a seu maior escritor.
Khalifa disse que a exposição e as conferências são 'palavras de um diálogo entre culturas', uma maneira de aproximar um pouco mais os mundos árabe e latino-americano.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u61411.shtml
quinta-feira, junho 15, 2006
Vida cotidiana
Crueza
Heloísa, mais conhecida pelos amigos como Helô, está sentada em frente ao monitor de seu computador. Os dedos sobre o teclado não conseguem realizar os movimentos que seu cérebro gostaria que fossem transmitidos para a ponta de seus dedos para escrever suas inúmeras idéias mirabolantes, borbulhando dentro da sua mente. O dia já está clareando, faltam somente 2 horas para chegar estar à sua sala, numa repartição pública, pronta para cumprir a sua rotina de trabalho.
Ela passou à noite toda lendo um livro que comprara num sebo, quando voltava para casa. Um amigo telefonou, foram tomar um suco e comer panquecas num barzinho no caminho para casa. Quando estacionou o carro perto do local, avistou uma loja de livros usados e entrou para ver o que tinha de interessante por ali. Encontrou um livro que havia visto na seção de literatura do jornal do dia. Ela não pensou muito em comprá-lo, levar para ler em casa.
Acabou gostando tanto do livro que resolveu lê-lo naquela noite mesmo. Mal chegou à metade; já estava cheia de idéias que pretendia escrever, então, parou a leitura, ligou o computador, sentou-se pôs as mãos no teclado e ficou pensando como iria começar o texto. Ficou pensando por horas seguidas, mas não conseguia escrever. A agonia era tanta que ficava com receio de escrever bobagens e as pessoas rirem dela. Já resignada com sua angústia, deixa de escrever, toma banho com o intuito de relaxar um pouco e ir para o trabalho. Depois do banho, de repente fica deprimida ao perceber o que a rotina melancólica de seu trabalho está fazendo.
Ela havia se tornado insegura, mesmo com a segurança do emprego, do salário, era incapaz de colocar suas verdadeiras idéias para fora, somente conseguia escrever as coisas que já sabia de antemão estarem de acordo com aquilo que esperavam dela, a vida continuaria monótona, não haveria críticas, mas apenas elogios ou apenas a muda e cruel indiferença.
Heloísa, mais conhecida pelos amigos como Helô, está sentada em frente ao monitor de seu computador. Os dedos sobre o teclado não conseguem realizar os movimentos que seu cérebro gostaria que fossem transmitidos para a ponta de seus dedos para escrever suas inúmeras idéias mirabolantes, borbulhando dentro da sua mente. O dia já está clareando, faltam somente 2 horas para chegar estar à sua sala, numa repartição pública, pronta para cumprir a sua rotina de trabalho.
Ela passou à noite toda lendo um livro que comprara num sebo, quando voltava para casa. Um amigo telefonou, foram tomar um suco e comer panquecas num barzinho no caminho para casa. Quando estacionou o carro perto do local, avistou uma loja de livros usados e entrou para ver o que tinha de interessante por ali. Encontrou um livro que havia visto na seção de literatura do jornal do dia. Ela não pensou muito em comprá-lo, levar para ler em casa.
Acabou gostando tanto do livro que resolveu lê-lo naquela noite mesmo. Mal chegou à metade; já estava cheia de idéias que pretendia escrever, então, parou a leitura, ligou o computador, sentou-se pôs as mãos no teclado e ficou pensando como iria começar o texto. Ficou pensando por horas seguidas, mas não conseguia escrever. A agonia era tanta que ficava com receio de escrever bobagens e as pessoas rirem dela. Já resignada com sua angústia, deixa de escrever, toma banho com o intuito de relaxar um pouco e ir para o trabalho. Depois do banho, de repente fica deprimida ao perceber o que a rotina melancólica de seu trabalho está fazendo.
Ela havia se tornado insegura, mesmo com a segurança do emprego, do salário, era incapaz de colocar suas verdadeiras idéias para fora, somente conseguia escrever as coisas que já sabia de antemão estarem de acordo com aquilo que esperavam dela, a vida continuaria monótona, não haveria críticas, mas apenas elogios ou apenas a muda e cruel indiferença.
domingo, junho 11, 2006
Amigos e Comentários
Originalidade
O desespero para chegar em casa, ligar o computador e escrever o texto que acabara de bolar, mas ainda está somente em sua mente, não em seus dedos nos teclados do seu velho PC e devidamente salvo no HD. Ao chegar em casa fica desesperada em ligar o computador e verificar os comentários que os amigos fizeram em seu blog. Normalmente há entre 10 e 20 pessoas que elogiam e acham que ela é uma escritora. Neste dia, ao entrar no seu blog, encontra somente um comentário. Aquela observação pareceu muito horrível. A pessoa, cujo apelido era madame rosa, dizia: “Achei seu blog deprimente! Ao invés de ajudar você a ser uma grande escritora, comentários como “legal!”, “vá em frente”, adorei seu blog”, “você escreve bem” não ajudam em nada, pois somente as críticas bem fundamentadas, com grande dose de lógica vão fazer você melhorar sua forma de expressar seus nobres sentimentos através das palavras escritas, deixam à ansiedade, presente nos seus textos, que de tão aparente parece eu estar olhando para o seu rosto no mesmo momento! Por que você não tenta ser mais simples e direta, em vez de tentar enfeitar seus textos na aparência deixando-os superficiais, quando num blog o que importa é o conteúdo, a essência e a sua espontaneidade. Apesar de tudo achei que você tem talento de sobra, talvez seus admiradores estejam impedindo que você mostre seu real talento, prossiga sempre, com orgulho”.
O desespero para chegar em casa, ligar o computador e escrever o texto que acabara de bolar, mas ainda está somente em sua mente, não em seus dedos nos teclados do seu velho PC e devidamente salvo no HD. Ao chegar em casa fica desesperada em ligar o computador e verificar os comentários que os amigos fizeram em seu blog. Normalmente há entre 10 e 20 pessoas que elogiam e acham que ela é uma escritora. Neste dia, ao entrar no seu blog, encontra somente um comentário. Aquela observação pareceu muito horrível. A pessoa, cujo apelido era madame rosa, dizia: “Achei seu blog deprimente! Ao invés de ajudar você a ser uma grande escritora, comentários como “legal!”, “vá em frente”, adorei seu blog”, “você escreve bem” não ajudam em nada, pois somente as críticas bem fundamentadas, com grande dose de lógica vão fazer você melhorar sua forma de expressar seus nobres sentimentos através das palavras escritas, deixam à ansiedade, presente nos seus textos, que de tão aparente parece eu estar olhando para o seu rosto no mesmo momento! Por que você não tenta ser mais simples e direta, em vez de tentar enfeitar seus textos na aparência deixando-os superficiais, quando num blog o que importa é o conteúdo, a essência e a sua espontaneidade. Apesar de tudo achei que você tem talento de sobra, talvez seus admiradores estejam impedindo que você mostre seu real talento, prossiga sempre, com orgulho”.
sexta-feira, junho 09, 2006
Modernidade
Adriano passou 40 anos trabalhando numa repartição pública, começou como contínuo e chegou a gerência do setor financeiro. Agora está aposentado. Desde as últimas 10 horas não tem a obrigação de acordar cedo para defender o leite das crianças. Havia jurado para sua neta que iria iniciar sua carreira literária, criando um blog e começar a escrever seus textos. Anália, a netinha, tinha 15 anos e já tinha seus textos publicados para que suas amiguinhas lessem seus textos. Uma vez havia lido e achado muito estranho que aquilo fosse um diário, onde expunha sua mágoas e sonhos. O seu blog teria que ser diferente. Ele tinha a literatura não apenas como uma forma de criar estórias e contar histórias, mas muito mais como uma forma de transformar suas idéias, seus conhecimentos filosóficos, científicos, protestos, críticas, amores, sexo e suas fantasias, em texto. Ele queria fugir do didatismo e do estrelismo de muitos autores que apenas escrevem tentando mostrar o quanto são excelentes, usando palavras rebuscadas, frases de efeito e textos falando de suas qualidades. A literatura era uma forma de tentar fundir sua experiência de vida, como uma forma impressa de suas idéias, de maneira simples e espontânea. Sua neta talvez ache esquisito ler as narrativas do avô, mas ele também acha estranho ler os textos dela falando de namoro e beijos, quando na sua época de adolescente ficava maravilhado em conseguir conversar e pegar na mão de uma garotinha.
domingo, junho 04, 2006
SOBRE MICROCONTO
É uma arte minimalista, isto é, diminuitiva expressão de uma história, aliás, quer dizer o fato do Escritor contar, narrar ou discorrer uma história o mais rápido possível de forma direta e objetiva, porém não quer dizer que não possua temática, enredo, personagens, etc, sim possui todos os elementos de um Conto, porém com uma forma mais sucinta e focada mais no verdadeiro relance do acontecimento tanto fictício como real.
Microconto é uma faculdade em Prosa que não exige esforço para interpretação-elaboração então ele esparge mais para o lado da imaginação-sensação vale o que o Leitor-Escritor sentem mutuamente precisa-se com premência de que haja uma química rígida entre as partes para que o contato com o texto não seja engolido ou vomitado como uma simples manchete de jornal aonde se lê rapidamente e se tem um quadro não ufanista do fato e sim que esta rapidez gere participios de raciocinio múltiplos tanto na parte de criação quanto na hora de se dar opinião.
É um roteiro incompleto dos registros de emoções já que como os outros por maiores esforços do Escritores nunca serão capazes de substituir a utópia ou cotidiano, mas dessa forma incompleta faça a forma mais completa escolhendo temas leves ou pesados demais nunca fique no meio termo, pois o Microconto ou faz refletir ou faz protestar, como no Haicai ou Poetrix.
Tem que emergir para universos desconhecidos e ao mesmo conhecidos para a maioria da população que em seu cotidiano não percebem, captam as pequenas situações e isto pode ser conseguido tranqüilamente para o Microconto sem precisar lidar com tais situações na pele e sim tendo o olfato aguçado para cada nova observação.
Microconto não é passagem de pensamento e sim uma maneira de ter um foco externo ou interno cronicamente feroz aos olhos daqueles que gostam de viver uma história como viveram sua "PRIMEIRA VEZ" com a expectativa Sem-Igual e sempre sabendo que aquela rapidez foi um máximo apesar de poder ser muito mais prolongada, porém esta satisfação quer dizer que ela conseguiu pelo menos viver sua amarra emotiva.
Há a necessidade de ter a habilidade de contar uma história sem necessidade de ser um profissional e sim um passional observador e no papel saber expressar Subjetividade-Objetividade imparcialmente e com um tom de ter vivido a experiência dissertada ao completo.
Microconto é uma arte para todos, mas todos precisam saber minimizar e resumir e assumir este contar!
Edemilson Reis
Microconto é uma faculdade em Prosa que não exige esforço para interpretação-elaboração então ele esparge mais para o lado da imaginação-sensação vale o que o Leitor-Escritor sentem mutuamente precisa-se com premência de que haja uma química rígida entre as partes para que o contato com o texto não seja engolido ou vomitado como uma simples manchete de jornal aonde se lê rapidamente e se tem um quadro não ufanista do fato e sim que esta rapidez gere participios de raciocinio múltiplos tanto na parte de criação quanto na hora de se dar opinião.
É um roteiro incompleto dos registros de emoções já que como os outros por maiores esforços do Escritores nunca serão capazes de substituir a utópia ou cotidiano, mas dessa forma incompleta faça a forma mais completa escolhendo temas leves ou pesados demais nunca fique no meio termo, pois o Microconto ou faz refletir ou faz protestar, como no Haicai ou Poetrix.
Tem que emergir para universos desconhecidos e ao mesmo conhecidos para a maioria da população que em seu cotidiano não percebem, captam as pequenas situações e isto pode ser conseguido tranqüilamente para o Microconto sem precisar lidar com tais situações na pele e sim tendo o olfato aguçado para cada nova observação.
Microconto não é passagem de pensamento e sim uma maneira de ter um foco externo ou interno cronicamente feroz aos olhos daqueles que gostam de viver uma história como viveram sua "PRIMEIRA VEZ" com a expectativa Sem-Igual e sempre sabendo que aquela rapidez foi um máximo apesar de poder ser muito mais prolongada, porém esta satisfação quer dizer que ela conseguiu pelo menos viver sua amarra emotiva.
Há a necessidade de ter a habilidade de contar uma história sem necessidade de ser um profissional e sim um passional observador e no papel saber expressar Subjetividade-Objetividade imparcialmente e com um tom de ter vivido a experiência dissertada ao completo.
Microconto é uma arte para todos, mas todos precisam saber minimizar e resumir e assumir este contar!
Edemilson Reis
sábado, junho 03, 2006
Uma lenda do Norte

Antigamente havia uma tribo de mulheres guerreiras, as ICAMIABAS, que não tinham marido e não deixavam ninguém se aproximar de sua taba. Manejavam o arco e a flecha com uma perícia extraordinária. Parece que Iací , a lua, as protegia.
Uma vez por ano recebiam em sua taba os guerreiros Guacaris, como se fossem seus maridos. Se nascesse uma criança masculina era entregue aos guerreiros para criá-los, se fosse uma menina ficavam com ela.
Naquele dia especial, pouco antes da meia - noite, quando a lua estava quase a pino, dirigiam-se em procissão para o lago, levando nos ombros potes cheios de perfumes que derramavam na água para o banho purificador.
À meia- noite mergulhavam no lago e traziam um barro verde, dando formas variadas: de sapo, peixe, tartaruga e outros animais. Mas é a forma de sapo a mais representada por ser a mais original. Elas davam aos Guacaris, que traziam pendurados em seu pescoço, enfiados numa trança de cabelos das noivas, como um amuleto.
Até hoje acredita-se que o Muiraquitã traz felicidades a quem o possui, sendo, portanto, considerado como um amuleto de sorte.
http://www.cdpara.pa.gov.br/cultura/lendas/len_muir.html
Ilustração: Antônio Elielson Sousa da Rocha
Filme perdido no tempo

Nunca Te Vi, Sempre Te Amei (1987) - (em inglês: 84 Charing Cross Road).
A história do filme é belíssima e prova o quanto a sensibilidade é capaz de unir, onde quer que se encontrem, criaturas que carregam no peito o amor à literatura. Criaturas que terão sempre almas gêmeas espalhadas pelo o mundo. Basta deixarmos por conta do universo e ele se encarrega de conspirar, entrelaçando as pessoas. Tudo o mais é “percurso e casualidade”... Os exemplos estão aí, esparramados nos filmes e livros, comovendo os que se aventuram nesta busca e celebram os encontros. Que maravilha!
Helene Hanff (personagem de Anne Bancroft) é uma dessas solitárias mulheres de meia-idade que vive em Nova Iorque. Para dar conta de algumas “ausências” em sua vida, ela elegeu a literatura como tratamento de “primeiro socorro”. E fez muito bem, pois consegue se envolver completamente nas tramas das histórias e, com isso, cicatriza antigas dores. Só que ela nunca poderia imaginar o que o destino reservava...
Inquieta e insaciável na leitura, Helene põe-se a procurar em livrarias exemplares raros de grandes romances. Freqüenta sebos, quiosques à beira das calçadas, sempre em busca de novas emoções. E descobre, por meio de um anúncio, uma loja de livros usados na distante Londres conservadora.
Quis o destino que o dono dessa loja, o respeitável Frank Doel (personagem de Anthony Hopkins) fosse o responsável pelo atendimento. A partir daí, estabelece-se uma intensa correspondência entre os dois, com posturas bastante distintas. De um lado, Helene, atrevida, irônica e muito pessoal. Do outro lado, Frank e a sua equipe. Como bons representantes ingleses, todos são sóbrios, contidos e fleumáticos.
Foram muitas cartas de lado a lado, produzidas ao longo de vinte anos. Cartas que fizeram nascer entre eles uma profunda afeição e cumplicidade e que para muitos seriam entendidas como “amor”. Bem, não deixa de ser. Só que um amor diferente. Criado no canteiro da generosidade, da solidariedade e do fascínio que as “palavras” dos livros exercem nas criaturas. Ainda que as fantasias possam ter aflorado na relação de Helene e Frank, que ninguém é de ferro, o que se percebe é a mais bela e tácita “aceitação” entre eles. Fazendo-me lembrar um texto de Artur da Távola, que diz: “...quando há afinidade, a aceitação existe ou acontece antes do entendimento”. Céus, quanta verdade!
Por tudo isso, creiam-me, ficamos emocionados com o desenrolar da história, cujo final é surpreendente. O enredo apenas prova que há mais afinidade e entendimento entre as criaturas do que imaginam os pobres de espírito. Atesta, também, que nenhuma tecnologia poderá extinguir nos homens o gosto pela literatura. Os livros, estes sim, cumprirão sempre o extraordinário papel que a sensibilidade outorga: libertadores de almas!
http://www.poltronaespecial.pro.br/marco01.html
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