sábado, julho 29, 2006

Homenagem a um centenário

Desculpem ter ficado um tempo sem publicar! trago um dos mágicos da literatura nacional!

AH! OS RELÓGIOS
Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...

Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.

Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.

E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...

Mario Quintana

sexta-feira, julho 07, 2006

Futebol e desencanto

Futebol não é somente ópio do povo! Futebol também é batalha campal, arte de ser mais esperto que o adversário e sarcasmo de vencedores sobre derrotados. Perder sem jogar com arte, mata todo o sentimento de que algo bom existe no mundo, quando toda nação conseguiu formar artistas da bola que encantam. Perder faz parte do jogo, mas o povo se desencanta consigo mesmo, pois foi incapaz de gerar uma geração vencedora e quer renovação, assim como na vida, quando perdemos algo ou alguém!
Anônimo

uma poesia

Saber

Ontem ela perguntou, curiosa,
Qual a razão de querer saber?
Estudar tanto, conhecer, pra que?
Deixar de viver para viver o saber?

Não imagina ela, sei que toca,
Incendeia, infla, dignifica meu coração,
Tocando cada partícula de meus neurônios,
Estimula toda minha capacidade de amar!

Fala de coisas que me dizem, meu ser,
Minha identidade, meu jeito de dizer,
De demonstrar, o quanto aprecio,
Desejo me afino com seu timbre!

imagem sempre serena, calma,
Fico sintonizado na sua freqüência
Aprecio cada instante da mágica,
De estar vivendo cada momento desse,
“AMOR”
KyoHiro

quarta-feira, julho 05, 2006

uma poesia

Palhacinha

Sorrir, alegrar
Viver, sentir
Criança, marota
Riso contido, pueril

Menina, quase moça
Queria ser grande,
Tem saudades da guria,
Ainda dentro de si

Tem angústias
Sofre; ama,
Ri, faz sorrir,
Alegra os infelizes

Tua força oculta,
Vem de sua graça,
De seu ímpeto, ardor,
Fundo d’alma, alegria!!
KyoHiro